Começar a ler por prazer ainda na infância está associado a um desempenho melhor em testes cognitivos na adolescência. É o que mostra um estudo publicado na revista “Psychological Medicine”, que analisou dados de mais de 10.200 jovens acompanhados por um projeto em várias regiões dos Estados Unidos.
Os adolescentes que tinham esse hábito desde pequenos se saíram melhor na escola e apresentaram menos sinais de problemas de saúde mental, incluindo sintomas de desatenção. Também mostraram resultados superiores no desenvolvimento da fala, dormiam por mais tempo e passavam menos horas diante de telas.
Os exames de imagem também mostraram diferenças no cérebro. Nos jovens que começaram a ler cedo, a área total do córtex e o volume cerebral eram moderadamente maiores. Segundo os pesquisadores, cerca de 12 horas semanais de leitura por prazer estavam ligadas ao melhor desempenho cognitivo.
Cabe uma ressalva, porém. O estudo é observacional, ou seja, mostra que o hábito de leitura anda junto com esses resultados, mas não prova que seja a causa. O ambiente familiar, por exemplo, pode influenciar tanto o gosto pelos livros quanto o desenvolvimento da criança.
