Leitura por prazer é associada a benefícios cognitivos em diferentes idades

Uma análise publicada na revista “Psychological Medicine” reuniu pesquisas sobre os efeitos da leitura ao longo da vida. Os trabalhos relacionam o hábito a melhores indicadores de bem-estar e desempenho cognitivo, com resultados observados desde a infância até a velhice.

Entre adultos, a leitura aparece associada a maior bem-estar e melhor percepção das emoções de outras pessoas. Em uma pesquisa com mais de 4 mil participantes, leitores relataram com mais frequência compreender os sentimentos alheios. Outro levantamento, com cerca de 2 mil pessoas, mostrou que quase três quartos consideravam a leitura benéfica para a saúde mental e o bem-estar, além de relatarem maior sensação de conexão social.

Os possíveis efeitos também aparecem no envelhecimento. Estudos de acompanhamento encontraram menor ocorrência de declínio cognitivo entre pessoas que mantinham o hábito de ler. Em duas pesquisas com idosos, a redução observada no risco de Alzheimer ou demência ficou em torno de um terço entre os participantes que se envolviam com leitura e outras práticas cognitivamente estimulantes.

Esse padrão também foi identificado em um estudo com quase 2 mil adultos acima dos 64 anos acompanhados por até 14 anos. Ler ao menos uma vez por semana esteve associado a menor risco de declínio cognitivo.